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Passeios e muito mais

Passeios e muito mais

12
Mar17

Mosteiro dos Jerónimos

Andreia Melo

Data de 1496 o pedido feito pelo rei D. Manuel I à Santa Sé, no sentido de lhe ser concedida autorização para se erigir um grande mosteiro à entrada de Lisboa, perto das margens do Tejo. Em 1501 começaram os trabalhos e aproximadamente um século depois, as obras estavam concluídas.

As razões da construção do Mosteiro dos Jerónimos prendem-se, por certo, com a vontade do monarca reunir em panteão o ramo dinástico Avis-Beja, por ele iniciado.

O Mosteiro dos Jerónimos, como é vulgarmente conhecido, veio substituir a igreja outrora existente no mesmo local, cuja invocação era Santa Maria de Belém e onde os monges da Ordem de Cristo prestavam assistência espiritual aos mareantes.

O edifício exibe uma extensa fachada de mais de trezentos metros, obedecendo a um princípio de horizontalidade que lhe confere uma fisionomia calma e repousante. Foi construído em calcário de lioz extraído muito próximo do local de implantação, Ajuda, Rio Seco, Alcântara, Laveiras e Tercena. Dada a grandiosidade do projecto e a riqueza da execução, sucederam-se as empreitadas de construção e os mestres responsáveis por elas: Diogo de Boitaca(c.1460-1528), João de Castilho (c.1475-1552), Diogo de Torralva (c. 1500-1566), Jerónimo de Ruão(1530-1601) são alguns dos nomes que o Mosteiro recorda e que deixaram marca indelével neste monumento.

No século XIX o Mosteiro assistiu a intervenções arquitectónicas pontuais que, embora não alterando a sua estrutura primitiva, vieram dar-lhe a forma que lhe conhecemos hoje. A cúpula sineira, o corpo do dormitório (hoje Museu de Arqueologia) e a sala do Capítulo foram alguns dos locais que maiores alterações sofreram. Também em 1894 foram colocadas na Igreja as arcas tumulares de Vasco da Gama e Luís de Camões, da autoria do escultor Costa Mota tio.

Desde sempre intimamente ligado à casa Real Portuguesa, o Mosteiro dos Jerónimos, pela força da Ordem e suas ligações a Espanha, pela produção intelectual dos seus monges, pelo facto de estar inevitavelmente ligado à epopeia dos Descobrimentos e, inclusivamente, pela sua localização geográfica, na capital, à entrada do porto, é desde cedo interiorizado como um dos símbolos da nação.

12
Mar17

Museu de Arte Popular

Andreia Melo

O edifício do Museu de Arte Popular, em Belém, resulta da adaptação de alguns dos antigos Pavilhões da Vida Popular, projectados entre 1938 e 1940 pelos arquitectos António Maria Veloso Reis Camelo e João Simões, integrados no conjunto construído para a Exposição do Mundo Português de 1940. Na altura, o Pavilhão recebeu decoração de carácter efémero, ainda que assinada por alguns grandes nomes do panorama artístico nacional, como os pintores e decoradores D. Tomaz de Mello (Tom), Fred Kradolfer, Carlos Botelho, Bernardo Marques, Emmérico Nunes, José Rocha, Estrela Faria, Paulo Ferreira e Eduardo Anahory, e os escultores Barata Feyo e Henrique Moreira. 

Após a exposição, e por decisão de António Ferro, director do SNI, foi aí instalado o MAP (inaugurado em 1948), com a adaptação do espaço entregue ao arquitecto Jorge Segurado, que já colaborara na Exposição (como arquitecto das Aldeias Portuguesas). Segurado elaborou um projecto de museologia inovador, não apenas para o país, mas igualmente a nível internacional, garantindo as melhores condições expositivas para o excelente acervo de arte popular então reunido. O projecto agrega a arquitectura, a escultura e a pintura num programa global modernista de boa qualidade, que se apresenta sobretudo como um dos últimos testemunhos da Exposição de 1940, bem como da ideologia que presidiu à sua criação. Sob a coordenação do Secretariado da Propaganda Nacional, o conjunto de pavilhões da Exposição reflectia a visão do Estado Novo de uma ruralidade mítica e muito folclórica, imbuída de um forte historicismo paternalista, mas igualmente o interesse que desde o início da centúria se fazia sentir na Europa pelo tema do campo, da aldeia, e das tradições populares.  

O conjunto sofreu diversas intervenções ao longo das décadas, incluindo a demolição de uma parte. A partir de 2000 foi realizado, de forma faseada, um projecto de reabilitação do Museu, não inteiramente concluído.

12
Mar17

Museu dos Coches

Andreia Melo

Criado por iniciativa da Rainha D. Amélia de Orleães e Bragança, mulher do rei D. Carlos I, o Museu dos Coches Reaes como então se chamava, foi inaugurado no dia 23 de Maio de 1905. D. Amélia, senhora de grande cultura, toma consciência do valor patrimonial das viaturas de gala da Casa Real e com o apoio de Monsenhor Joaquim Boto, Cónego da Patriarcal de Lisboa e do Conselho do Rei e do seu Estribeiro-Mor, Tenente-coronel de Cavalaria Alfredo Albuquerque, propõe-se reuni-lo, salvaguardá-lo e apresentá-lo ao público à semelhança do que acontecera, pela primeira vez em Paris em 1900, na Exposição Universal. 

O local escolhido para a sua instalação foi o Picadeiro Real de Belém que deixara de ser utilizado e onde, à época, já se encontravam armazenadas algumas das principais viaturas da corte e para onde a rainha fez convergir os antigos carros nobres da Casa Real Portuguesa e respectivos acessórios, património que se encontrava disperso pelos vários depósitos e cocheiras dos palácios reais. Da primitiva colecção faziam parte 29 viaturas, fardamentos de gala, arreios de tiro e acessórios de cavalaria, utilizados pela Família Real. 

Após a implantação da Republica, em 1910, o Museu passa a designar-se por Museu Nacional dos Coches e o seu espólio foi enriquecido com outros veículos da Coroa, do Patriarcado de Lisboa e de algumas casas nobres.  

Hoje o Museu reúne uma colecção que é considerada única no mundo devido à variedade artística das magníficas viaturas de aparato dos séculos XVII, XVIII e XIX, e ao número de exemplares que integra. De entre os veículos expostos destacam-se coches, berlindas, carruagens, seges, carrinhos de passeio, liteiras, cadeirinhas e carrinhos de criança formando um interessante conjunto que permite ao visitante compreender a evolução técnica e artística dos meios de transporte utilizados pelas cortes europeias até ao aparecimento do automóvel. Completam a colecção, um núcleo de arreios de tiro, arreios de cavalaria, selas, fardamentos de gala, de armaria e acessórios de cortejo setecentistas, de que se destaca um conjunto de trombetas da Charamela Real bem como uma galeria de retratos a óleo dos monarcas da Dinastia de Bragança.

12
Mar17

Jardim Tropical

Andreia Melo

Inicialmente denominado Museu Agrícola e Colonial, foi criado por decreto lei em 1906, estando instalado nos terrenos do Jardim Zoológico em Benfica. Em 1912, são-lhe cedidos terrenos pertencentes à cerca do Palácio de Belém, e também os que faziam parte do Palácio da Calheta, para a instalação de um Jardim - Museu Colonial.

O museu só é inaugurado em 1929. Por ocasião da Exposição do Mundo Português (1940), os jardins sofreram profunda remodelação, servindo para a reprodução de espaços de modo a ilustrar as vivências de etnias culturais que, à época, constituíam o império português.

Presentemente o jardim e o palácio estão sob a tutela do Instituto de Investigação Científica Tropical, ocupando uma área de cerca de sete hectares.

12
Mar17

Museu da Electricidade

Andreia Melo

Marco arquitectónico da cidade de Lisboa e detentor de uma fachada de inegável beleza, o edifício da Central Tejo foi um verdadeiro pioneiro no seu tempo no domínio da produção de electricidade. Hoje, e passado quase um século desde a sua construção, a Central assume, de novo, aspectos inovadores e de grande protagonismo enquanto Museu da Electricidade.   

O Museu da Electricidade abriu as suas portas ao público em Maio de 2006, à luz de um conceito mais actual de musealização. Associado à sua vocação primeira de repositório do passado, surge um espaço preparado também para dar a conhecer o presente e debater o futuro na área da energia. O núcleo principal da exposição permanente é a própria Central, ou seja, todo o conjunto de equipamentos que faziam parte da instalação da antiga unidade de produção e que, felizmente, se encontram ainda hoje com uma integridade assinalável.

A exposição procura transmitir aos visitantes uma noção clara do funcionamento desta antiga central termoeléctrica de Lisboa, desde a identificação dos seus diversos componentes até à explicação do seu funcionamento. O Museu é também valorizado com a apresentação de outros núcleos permanentes, abordando temas relacionados com a energia. 

12
Mar17

Pastéis de Belém

Andreia Melo

No inicio do Século XIX, em Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, laborava uma refinação de cana-de-açucar associada a um pequeno local de comércio variado.

Como consequência da revolução Liberal ocorrida em 1820, são em 1834 encerrados todos os conventos de Portugal, expulsando o clero e os trabalhadores. Numa tentativa de sobrevivência, alguém do Mosteiro põe à venda nessa loja uns doces pastéis, rapidamente designados por "Pastéis de Belém".

Na época, a zona de Belém era distante da cidade de Lisboa e o percurso era assegurado por barcos de vapor. No entanto, a imponência do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém, atraíam os visitantes que depressa se habituaram a saborear os deliciosos pastéis originários do Mosteiro.

Em 1837, inicia-se o fabrico dos "Pastéis de Belém", em instalações anexas à refinação, segundo a antiga "receita secreta", oriunda do convento. Transmitida, e exclusivamente conhecida pelos mestres pasteleiros que fabricam artesanalmente na "Oficina do Segredo", esta receita mantém-se igual até aos dias de hoje.

12
Mar17

Museu de Marinha

Andreia Melo

Foi o Rei D. Luís que, a 22 de Julho de 1863, decreta a constituição de uma colecção de testemunhos relacionados com a actividade marítima portuguesa. Este museu nasce da vontade manifestada por este monarca, de enorme sensibilidade artística e cultural, em conservar um passado histórico, tão presente, ainda, na memória colectiva nacional. Mas o Museu também reflecte o louvável esforço de preservação, que se observou durante os séculos XVI e XVII. Foi o caso da Rainha D. Maria II, que em muito contribuiu para a constituição do núcleo de peças inicial deste museu, ao oferecer à Real Academia dos Guardas-Marinha  – predecessora da Escola Naval - os modelos de navios existentes no Palácio da Ajuda. 

O Museu Naval Português assume-se como projecto museológico decorrente da antiga colecção, começada a reunir desde o século XVIII, tomando forma a partir de 1934, albergado provisoriamente na Escola Naval, torna-se uma componente activa de formação. É, também, neste mesmo ano que se cria uma comissão instaladora para conceber o ante-projecto e o programa de obras do edifício anexo ao Mosteiro dos Jerónimos. Foi, pois, a 15 de Agosto de 1962 que o Museu de Marinha abriu oficialmente as suas portas, nas alas norte e poente do Mosteiro dos Jerónimos, junto do qual se construiu, mais tarde, um amplo pavilhão para exposição das galeotas e um complexo destinado à direcção e serviços. Desde então, o Museu de Marinha tornou-se um dos mais importantes, reconhecidos e visitados museus portugueses.  

12
Mar17

Palácio de Belém

Andreia Melo

O Palácio, hoje sede da Presidência da República Portuguesa, tem, atrás de si, uma longa história. A atracção do Mosteiro dos Jerónimos, a água fácil e a beleza do sítio explicam a construção pelo fidalgo D. Manuel de Portugal, em terras aforadas, já pelo meio do século XVI, de um palácio que, por herança indirecta, passará aos condes de Aveiras no século XVII e será comprado pelo rei D. João V na primeira metade do XVIII. A compra parece obedecer a um plano de posse duma vasta área a ocidente da capital onde a nata dos fidalgos se empenha em possuir quintas de recreio que miram o Tejo e o aproveitam como fonte de alegres lazeres. O terramoto e maremoto de 1755, por receio de repetição, fará morar em tendas, no Jardim Grande, por largos meses, a família real. Será a partir do Paço de Belém que o ministro de D. José I, o marquês de Pombal, tomará as primeiras medidas relativas a Lisboa. Com D. Maria I fazem-se obras, passa a haver água encanada, constroem-se viveiros rococó para pássaros exóticos, no Jardim da Cascata, e a Corte dá festas com fogos nas noites de São João e São Pedro. As cavalariças e as cocheiras de Belém são utilizadas, embora a rainha habite na Ajuda e, em 1787, projecta-se um novo Picadeiro, sob o risco do italiano Giacomo Azzolini, por inspiração do futuro rei. Com frente para a Praça de Belém e a Calçada da Ajuda surge, assim, um palacete neo-clássico com decoração rocaille: o actual Museu dos Coches.

Em Belém vão morar, desde o seu casamento, em 1886, D. Carlos e D. Amélia de Orleães, herdeiros da Coroa. Para os receber houve obras de remodelação em que colaboraram dois grandes nomes da pintura portuguesa: José Malhoa e Columbano. Os dois filhos do real casal vão nascer em Belém: D. Luís Filipe (1887) e D. Manuel (1889). Com a morte de D. Luís (1889) o Palácio de Belém vocaciona-se exclusivamente para receber visitas. Em 1905, o picadeiro torna-se Museu dos Coches por iniciativa de D. Amélia, para conservar, no surto dos novos transportes, um precioso património em que se contam, além das carruagens, outras peças variadas desde arreios e selas até instrumentos musicais da Charamela Real.  

Proclamada a República a 5 de Outubro de 1910, Teófilo Braga é a primeira personalidade da chefia da República a utilizar a Casa de Belém para assinar documentos e aí receber destacadas individualidades. Dez meses passados, será Manuel de Arriaga o primeiro Presidente a habitar este palácio.

A 5 de Outubro de 2004 foi inaugurado no Palácio de Belém o Museu da Presidência da República, que combina a exposição tradicional de peças de colecção ligadas aos políticos que chefiaram o Estado português desde 1910 com sistemas interactivos de informação e conhecimento. 

12
Mar17

Igreja de Santa Maria

Andreia Melo

A igreja de Santa Maria é uma igreja muito acolhedora. Tem dois coros um para as crianças chamado " Doce Melodia" e outro para os adultos. Nesta igreja também se pode frequentar a catequese.

Para saberes mais informações vai a :

http://www.paroquiaagualva.pt

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